Lenine & o descobrimento do Brasil

Entre 'o solar e o lunar', cantor reflete sobre sua herança musical às vésperas de lançar novo álbum

POR RONALDO EVANGELISTA
publicado em 14.09.2011 17:07  | última atualização 21.09.2011 21:20

Lenine: entre o solar e o lunar POR Fotonauta

Um amigo tem a teoria de que Lenine não é cool porque é cabeludo. Mas discordo: aquele ar hippie meio fora do tempo de seus cabelos compridos e olhar brilhante é parte essencial do charme que ele exerce. Um pouco como sua própria música, que faz questão de prescindir de uma definição clara de estilos, como se ao largo do zeitgeist. Se não é descolado, é justamente porque segue desviando de caminhos esperados.

Fazendo música há tempo suficiente para já ter vis­to algumas revoluções e vivido diferentes ondas de hype, Lenine representa uma força espontânea que, mais do que integrado ao status quo da indústria, é algo por si só que o mainstream não pôde ignorar. Paciente e dedicado, entendeu há tempos que o despreconceito estilístico e a existência artística para além das estrutu­ras comerciais hegemônicas eram a chave para o futuro. Digo, presente.

A busca pelas coisas ricas e simples, a naturalidade com que recebe e apresenta ideias e o riso fácil não são mui­to diferentes na música ou no papo, no mundo real ou no palco. Na Bahia, por ocasião do festival Conexão Vivo, nos encontramos sem pressa, para falar de mais assuntos que você imaginaria caber em uma hora de conversa, tarde de domingo sob o sol e à beira do mar de Salvador.

Quanto tem na sua música de tradição de Pernambuco? Você sente que tem, desde sempre?

Eu sinto que os outros sentem que tem, mas não é intencio­nal. Não sei em que medida entra o quê no que eu faço. Eu posso reconhecer depois de feito, mas sou um somatório de experiências. Dentro dessas experiências tem o que é raiz e tem o que é antena, e isso está misturado. Como, eu não sei muito bem. Não sei em que dosagem se dá isso. Pra mim fica claro que um ouvinte médio do Brasil identifica rapidamente o quanto de nordestino ou de tradição tem na minha música. Mas quando eu toco fora do Brasil isso se perde completa­mente. Então fica mais fácil para um estrangeiro identificar na minha música justamente o que ela não tem de brasileira. E aí eles, “porra, mas isso é meio isso ou aquilo, é meio funk, meio rock, meio sei lá”. Então eu acho que você identificar algo na obra de alguém tem a ver com a sua informação, com o seu filtro e o seu olhar. O meu processo é mais intui­tivo, tem mais a ver com o que eu ouço, o que eu gosto, a minha curiosidade. E na hora que tô fazendo, isso de alguma maneira eu jogo pra fora. Mas não é intencional nem é um ato de pesquisa ou de resgate.
 
É uma coisa instintiva. Você não pen­sa “vou colocar isso ou aquilo”.

Quem faz resgate é salva-vida ou bom­beiro. (risos)

Mas quando era mais novo você li­dava com coisas típicas, ritmos tra­dicionais?

Sim, por causa da felicidade e coin­cidência geográfica de ter nascido naquela região portuária que duran­te muitos anos foi um grande polo, por onde transitavam vários tipos de expressões. Acho que fica claro para quem conhece o Recife hoje entender essa diversidade. Pela história que a gente tem como cidade, como catali­sador e trânsito de várias expressões. Eu me lembro, novinho, do meu pai me levando pra ver o Pastoril do Faceta, ou me levando na época do Carnaval pra ver todas aquelas agremiações e tal. Algumas delas me metiam muito medo, inclusive. Eu queria distância. Mas, lógico, de alguma maneira isso fez parte. E aí, quem me trouxe pra música realmente, lá pros 14, 15 anos, foi o rock’n’roll. Eu sou Zeppelin, aquele início do prog, que depois ficou cafo­na pra cacete. Mas ali é onde eu digo (suspiro de espanto): “Que música é essa? Que porra é essa?”



Você já tocava antes disso ou co­meçou ali?

Lá em casa todo mundo tocava algum instrumento. Tinha essa coisa, meio ritual até, de nos finais de semana o violão rodar, cada um ter um caderni­nho de músicas que gostava de can­tar. Então, em casa, mais do que tocar a música de que você gostava, você tinha que tocar a música de que os ou­tros gostavam. E isso deu uma baga­gem, realmente. Mas celebrativa, eram só os encontros nos finais de semana.
 
Então nem dá pra achar o ponto em que a música começou na sua vida?

Acho que sempre esteve. Eu lembro quando eu quis fazer, e aí foi com o rock.

Você pensou “vou ser músico”?

Não. “Eu quero isso aqui. Que expressão é essa?” E comecei a me informar. Coincide também com o Clube da Esquina. Eu tinha essa coisa, durante muito tempo [meu único interesse] foi a música estrangeira.

Foi na mesma época que descobriu o Clube da Esquina?

Foi um pouquinho depois. Eu readquiri uma memória que não tinha. Essa memória de infância eu só read­quiri quando entrei na faculdade, aos 17 anos. Por­que a gente se encontrava nos diretórios pra ouvir um som e caiu um disco do Jackson do Pandeiro. Aí o cara disse: “Tu conhece?” E eu disse: “Não”. A minha memória consciente não se lembrava. E o cara botou o disco, chamado O Rei do Ritmo. E à primeira au­dição eu saí cantando tudo. Eu não sabia que sabia. Isso foi fundamental, porque aí eu readquiri. Fui em casa, fui ver os discos que papai ouvia, e aquilo tudo teve um sentido pra mim. E aí eu conhecia um boca­do de coisa sem saber que conhecia. Isso ia desde Mario Lanza e canção napolitana até, sei lá, Elizeth Cardoso, Ciro Monteiro, Luiz Gonzaga, Jackson. E toda essa bagagem eu tinha de muito novo, mas só fui readquirir depois.

Aí comecei a compor. E, de tudo que eu não gostava na época do rock’n’roll, no Brasil me chamou aten­ção o Clube da Esquina. E aí contemporaneamente eu consegui acompanhar, como fã, aquele núcleo de pessoas em volta de Milton Nascimento. Fazendo uma música divina, que eu achava que era impossí­vel fazer, que a gente não tinha tecnologia pra isso. E, realmente, Milton readquiriu uma excelência técnica que a gente tinha perdido, que a gente tinha acom­panhado com a bossa nova e que teve um momento, que coincide com o punk também, em que o ruim é bom. (risos) E, porra, cara, o ruim não é bom, velho! O ruim é ruim e o bom é bom. (risos) Foi mais ou menos isso que aconteceu na minha cabeça, e eu passei a compor, a participar de alguns festivais dos cursinhos que tinha na época, em Recife. E aí eu vi a possibilida­de, realmente, de trabalhar com música.



Interessante você falar do Clube da Esquina, fico imaginando como devia bater esse som de Minas lá em Pernambuco. O Milton desenvolve um som que é muito dele...

Movimento do eu sozinho. Eu acho um pecado quan­do se fala dos grandes movimentos que aconteceram no Brasil. Milton é um movimento! (risos) Milton é um maravilhoso movimento, que expôs tanta gente ba­cana, ele fez janela pra essa turma. E também teve essa excelência na produção dos discos, que até en­tãoeu não via. E aí eu acompanhei mesmo, esperava. “Vai sair disco novo de Milton”, e eu corria pra ser o primeiro, pra ouvir. E tirei tudo. E era cachorrada, porque as músicas são cachorradas! A história não é litorânea e solar. É lunar, é montanhosa, sinuosa. (risos) O Brasil tem grandes expoentes que foram conquistando seu espaço solitariamente com uma autoralidade no fazer e no compor. E a gente tá cheio de grandes exemplos disso aí.
Um país musical e um país que desenvolve criatividade.

E um país em que a música vem agregada com muita coisa, cara. Os gringos agora tão começando a perceber a profundidade da música que a gente faz.

Porque durante muito tempo era só o naïf: música brasileira é gente pintada, batuque e bunda. E o Uakti? Onde se encaixa o Uakti nisso? Então talvez eu me en­caixe mais nesses “solitários solidários”, faço parte dessa tribo. E coletivo, né. Porque é um eu sozinho coletivo. (risos) Por mais paradoxal que possa parecer.

Você falou em Jackson, imagino que Luiz Gonzaga você também tenha ouvido muito.

É, mas não só eles. Tinha Trio Nordestino, Três do Nordeste, Anastácia, Dominguinhos, todo esse imaginário. Pô, o Gonza­ga foi o maior artista pop, cara. Antes de existir o universo pop. Imagina que na década de 50 o cara enchia ginásios vestido de gibão de couro, se paramentava pra entrar. Quer coisa mais pop do que isso?

Tinha figurino.

Figurino. (risos) Muito foda. Eu sou muito fã. Foi o primeiro cara que botou foco em uma cultura supostamente nordestina. Eu digo “supostamente” porque até então não tinha parâmetros. E aí chamou a atenção das pessoas: existe uma cultura no Nordes­te do Brasil, especial, própria. Árabe, moura. Se perdeu no resto do Brasil e lá não, continuou aquela coisa meio árabe mesmo. Os mouros ficaram 600 anos na Península Ibérica. É natural, né? Veio com as barcas. Veio na época do descobrimento, naquelas naus gigantescas. Vieram um bocado de árabes, bicho. (risos)
 
Uma característica que eu senti no seu show foi uma coisa não exatamente metafísica, nem existencialista, mas de contemplação...

Tem. É legal você levantar isso porque real­mente eu acho que existem dois focos de ex­pressão no Brasil: uma é litorânea e a outra in­teriorana. A litorânea é mais solar, a interiorana é mais lunar. Acho que sou fruto dessas duas, eu faço um híbrido entre o lunar e o solar. Acho realmente que tenho essa coisa celebrativa e de música poderosa, mas o lúdico está muito presente em tudo que faço. A canção tá mui­to presente em tudo que faço. Acho que isso é uma mescla das duas expressões.

Você falou que quando compõe é uma coisa intuitiva. Mas você pensa no tipo de emoção que as canções despertam, ou isso também é um mistério?

Pra ser bem honesto, é muito egoísta essa parte. Porque eu só faço pra agradar aos que eu amo. Quero fazer uma canção bacana pro meu filho dizer: “Pô, pai, que canção da pesada”. Pra mi­nha equipe que trabalha comigo dizer: “Ih, rapá!” Os meus parceiros dizerem: “Ah, eu sabia...” É simples assim. Evidentemente intuo que, con­seguindo agradar esses meus desconfiômetros familiares, digamos assim, eu tenho uma grande possibilidade de espraiar isso e tocar pessoas fora desse núcleo. Mas aí quando eu toco as pessoas é com essa verdade. É uma coisa muito autêntica ali e até meio ritualizada, do coletivo que a gente consegue fazer com a banda. En­tão é como se fosse minha igreja mesmo. Tocar, fazer discos, isso tudo é sempre pretexto pra eu poder viajar e sair tocando pelos lugares. Eu pro­curo manter sempre limpo esse canal de cone­xão pra poder continuar com essa síndrome de Peter Pan. Cada show pra mim é como se fosse final de campeonato, sacou? É ali, tô terminando, é o campeão. (risos) Então tem uma entrega, e a gente exercita isso no grupo, na equipe. É as­sim, cara. Simples assim: tudo o que faço é só pra quem eu amo.


 
Como no começo da história, quando tocava pra sua família.

Justamente! Por isso não mudou nada, cara! Por isso eu continuo sentindo esse prazer juvenil de subir no palco e me divertir. Minha formação, ou pelo menos como eu entendo ela, é um agregado de experiências. E o tempo todo se auto-alimenta. O tempo todo eu tô viajando, conhecendo pessoas novas, e isso está sendo um estímulo pra eu continuar fazendo música, disco e tal. Virou um maravilhoso moto-contínuo que não para. Eu não tenho descan­so, porque gosto de fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Pre­ciso sair do meu umbigo eventualmente, porque não me engano nessa coisa. Isso não cola. Continuo me perguntando três coisas: O que eu faço? Por que eu faço? Pra quem (ou pra que) eu faço? Enquanto tiver essas respostas, fico seguro. Faço as coisas com mais segurança, com mais excelência.

E ouso achar que minha música tem a ver com o que você faz: re­portagem. Não é, não? É como se fosse uma fotografia daquele momento. É um documento histórico. A gente está construindo essa materialidade do que é o hoje com essas referências que cada um põe, com os depoimentos de cada um. E pra entender o Brasil, há que se ouvir muitos depoimentos. (risos) A gente só vai entender o que é o Brasil de hoje se a gente tiver o maior número de informações sobre quem tá fazendo o Brasil de hoje, e a gen­te não sabe. A gente descobriu o Boi de Parintins agora há alguns anos, e é uma cultura que já tem quase 30 anos. A gente já ouviu falar na guitarrada, mas é tão distante pra gente que a gente não sabe quem é o mestre da guitarrada. A gente não tem ideia do que seja o fandango, uma expressão de branco ali do Paraná. Isso a gente não tem noção. Então, pra conhecer o Brasil, há que se ouvir muita coisa. E cada região tá com essas pessoas instigadas, fa­zendo suas misturas, fazendo sua crônica. Quer entender o Brasil? Vai ouvir, cara. Tem muita gente falando do Brasil.

E tudo é brasileiro, nasce aqui.

A gente não é nada. Na famigerada carta do Caminha, só uma frase ali tinha todo sentido: “Aqui, o que se plantar vai dar”. Essa era a única verdade, o resto ele falou merda pra caralho. (risos) Mas essa é a verdade: tudo o que chega aqui ganha uma cor di­ferente. É solar, é porque a gente tá perto dos trópicos, perto do equador, sei lá, velho. Porque a gente é o Novo Mundo, porque a gente tá na puberdade.

E o novo tá sempre aí.

Novo é aquilo que foi esquecido, por isso é que a gente acha que é novo. (risos)

Engraçado que hoje em dia fala-se o tempo inteiro de uma nova geração da música brasileira. Vinte, trinta anos atrás a turma com quem você surgiu talvez tenha sido a primeira nova gera­ção da música brasileira.

Talvez tenha sido uma primeira geração que praticava uma hibrida­gem, uma promiscuidade que até então não existia. Porque eram os nichos: tinha a MPB, tinha o samba, aí surge o rock, aí o sertanejo, a música romântica... São núcleos. E esses núcleos não se transita­vam muito não, eram universos, ilhas, era tudo meio cada um no seu nicho. Acho que hoje em dia não existe mais isso. Existe um trânsito maravilhoso, saudável, em que todo mundo toca com todo mundo. Existe essa celebração do fazer, porra. Sacou? Só conseguir fazer já é uma grande conquista. (risos)

Quero te perguntar o que você tá ouvindo de novo.

Ah, muita coisa. Até porque ao longo do tempo vai criando essa confiança, os próprios criadores me mandam CDs, eu tô sempre num débito gigantesco porque tenho uma pilha pra ouvir. E tô fa­zendo CD novo. E quando tô fazendo CD, não dá pra ouvir. Acabei de masterizar o disco novo.
 
De estúdio? Inéditas?

É. Chão. Daqui a um mês a gente vai começar a fa­lar dele (a entrevista foi feita em agosto). O disco tem algumas ousadias muito bacanas, vai dar pano pra manga pra gente conversar. Enfim... eu tava fa­lando do quê?

De ouvir.

Ah, sim. Nesse momento que você tá criando é mais difícil ouvir, mas eu ouço sempre muito e sempre re­cebo muita coisa. E tem muita coisa bacana. É difícil pontuar um, dois ou três. Eu teria que ir setorialmen­te, regionalmente. E em cada região tem uns cinco ou seis. Não vou cometer esse pecado, cara. Mas, sim, tem muita coisa bacana acontecendo. Acho que nun­ca democratizou-se tanto a produção a ponto de ter uma produção como essa, significativa mesmo. Lan­çam 70 discos mensais.



Você tocou com a Tulipa em abril, no Conexão Vivo em Belo Horizonte.

A Tulipa eu já sabia do DNA dela, que é foda (a cantora é filha do guitarrista Luiz Chagas). (risos) A Tulipa eu acho uma artista, gosto muito. Ela tem essa amplitu­de na expressão. Luisa Maita foi outro disco belíssimo que eu ouvi. O Brasil é danado com mulheres. A gente sempre esteve muito bem com as mulheres.
 
Você falou em democratização e hoje em dia a indústria tá meio caída, as estruturas não são mais como eram, estão se reinven­tando.

Indústria? Que indústria? (risos) O que existe da indústria? As ques­tões são muito maiores. E ninguém sabe, ninguém tem bola de cristal, cara. Tá tudo acontecendo com muita rapidez. Agora eu começo a ver uma luz no fim do túnel com o negócio do streaming, tá começando a acontecer e tá rolando uma resposta. A possibilidade de você ouvir o que quiser, na hora que quiser. Não tem download: você ouve. Quer ouvir como? MP3? Ou quer ouvir numa qualidade melhor? Então paga um preço por isso e tem sua rádio diária. Você faz sua progra­mação e paga mensalmente ou pacote. Mas não me peça de graça a única coisa que eu tenho pra vender. Viva Cacilda Becker. (risos) Pra um artista aparecer hoje em dia não tem linha reta. Antigamente existia isso. Você é cantor, pega aquela rádio, toca não sei quantas vezes, faz um clipe no Fantástico. Tinha um circuito e você fazia.

O artista sabia o que fazer: “Vou precisar de uma gravadora, vou achar um produtor”.

No meu caso, não. Porque de alguma maneira essa indústria sorriu amarelo pra mim. E aí eu disse “Vou fazer, porra, não dependo de ninguém”. E foi assim durante toda minha vida. Não é litigioso nem belicoso, é a coisa do artesão. Eu também descobri uma maneira de fazer e não foi acadêmica, não estudei pra isso. Eu, na tentativa de documentar o que fazia, porque ninguém fazia, fui atrás de como produzir, de como arranjar, de como gravar melhor, quais os equi­pamentos pra fazer isso. Então é um artesão. Quando hoje a gente chega à conclusão de que o micro é o grande foco, pô, eu tô nessa faz tempo, cara. A minha vida foi assim. Então me sinto muito em casa. Tô no quintal de casa.

Hoje é tudo muito mais rápido, efeito Internet.

Hoje é tudo muito efêmero. Agora, objeto de desejo, a música como momento de celebração, todo mundo ouvindo e cantando, isso não vai mudar. Esse é sempre o pretexto e o objetivo de tudo: celebrar a música. A maneira a gente vai descobrindo enquanto vai fazendo. Mas é necessário. Cultura é o centro estratégico de qualquer nação.

Há centenas de milhares de anos podia ser igual a celebração. Sempre foi assim: juntar gente pra fazer as coisas.

Ritualizar. E aí a música é a melhor delas, é a melhor conexão. Eu digo isso porque tenho essa sensação não só dentro do Brasil, mas tam­bém fora. A gente tem uma hibridagem que é muito atrativa, que fala realmente pro mundo de hoje. Isso não é tropicalismo não, cara. A gente tem uma excelência que os caras estranham, ficam com medo. Enquanto o naïf é fácil aturar. Mas se você chega com excelência, com rigor técnico, os caras ficam “Cacete! Que porra é essa?” E eles estão começando a descobrir que a gente tem uma profundidade que músi­ca nenhuma do mundo tem.


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