“Enquanto o Rio tinha
a Embrafilme – eram todos de esquerda, mas estavam mamando nas
tetas da ditadura militar –, o pessoal da Boca do Lixo de São
Paulo fazia filmes populares que davam bilheteria, e vivia disso. Nos
quadrinhos era mais ou menos a mesma coisa: o Rio tinha os
super-heróis, o Roberto Marinho, o Adolfo Aizen, enquanto aqui em
São Paulo havia a identificação com o público”, compara Álvaro
de Moya, de 81 anos, autor de Shazam! e História da História em
Quadrinhos, ao comentar essa produção.
As origens do quadrinho
de terror brasileiro, cuja “fase de ouro” se deu na década de
1960, conectam-se com a produção norte-americana de hQs. Foi em
1950 que revistas hoje consideradas clássicas como Contos da Cripta
chegaram às bancas dos Estados Unidos, espalhando uma tendência que
despontava desde o fim da Segunda Guerra Mundial na indústria
norte-americana: o terror. A EC Comics não foi a pioneira do
gênero, que desde 1947 aparecia aqui e ali, mas teve papel
importante ao lançar revistas como a Contos e Cripta do Terror. No
Brasil, foi também em 1950 que a pequena editora La Selva, empresa
de imigrantes italianos que viviam em São Paulo, decidiu lançar
um material da revista norte-americana Black Terror, publicado no
país como Terror Negro.
Na época, grandes
editoras como a Ebal, de Adolfo Aizen, e a RGE, de Roberto Marinho,
lançavam os campeões de vendas como Flash Gordon e os gibis da
Disney, deixando de lado as “rerbarbas”, que eram trazidas ao Brasil
pelos representantes dos syndicates, agências de que distribuíam os
direitos de reprodução dos quadrinhos para jornais e outros
veículos. Foi a partir dessas rebarbas que as histórias de terror
aportaram por aqui.
"Eu sempre digo que Deus é brasileiro, mas o Diabo também é, porque em cada encruzilhada tem vários tipos: baixo, bonito, feio... A gente tá cheio de diabo!"
José Mojica Marins
A Terror Negro era de
início uma tradução literal da revista americana. O personagem que
dava nome à publicação tinha desenhos de Jerry Robinson e roteiros
de Mort Meskin. Um ano depois, suas histórias deixaram de ser
publicadas nos EUA, mas no Brasil a revista vendia bem, e a intenção
era mantê-la em circulação. Para contornar o problema, a La
Selva passou a importar histórias de terror de outra editora, a
Beyond, mas o título foi mantido. Chegaram assim ao público
brasileiro hQs de autores variados, narrando dramas sobre maridos
aproveitadores que se davam mal e viúvas assassinas atormentadas
pela consciência pesada, entre outros argumentos do tipo. A Terror
Negro vendia-se na época como “a única revista no gênero que
se publica no Brasil” – embora, em 1937, o Brasil já tivesse
conhecido o horror de Garra Cinzenta, série criada por
quadrinistas brasileiros que foi uma espécie de pioneira isolada do
gênero no país (que ganhou uma compilação pela Conrad em 2011).
A publicação da La
Selva estimulou o surgimento de outras editoras, muitas delas
localizadas no bairro paulistano do Brás, o que popularizou a
expressão “editoras do Brás” – embora a La Selva
funcionasse na Vila Mariana, seus fundadores eram do Brás, e sua
gráfica ficava no bairro. Apesar da inconstância na periodicidade
das publicações e de algumas delas desaparecerem das bancas após
poucas edições, as “editoras de fundo de quintal” abocanharam
toda uma fatia do mercado, que inicialmente havia sido renegada.
Além da peculiaridade
de as editoras terem se desenvolvido no bairro do Brás, outra
curiosidade nos quadrinhos de terror brasileiros é a presença de
artistas estrangeiros. A primeira oportunidade para eles, e para quem
mais quisesse produzir terror no Brasil, surgiu por meio das capas.
Como as histórias eram compradas soltas e compiladas pelas próprias
editoras, as capas tinham de ser criadas aqui, e dessa forma
desenhistas como o italiano Nico Rosso e o português Jayme Cortez
puderam se destacar. “O Cortez fazia capas excelentes, de um apelo
popular muito grande. Você olhava na banca e ficava com vontade de
comprar. Ele fazia duas luzes, uma luz azul que vinha de um lado e
uma luz vermelha que vinha do outro, então todo desenho dele tinha
uma espécie de terceira dimensão, porque ele jogava com uma cor
fria e uma cor quente. Tinha sangue, tinha o luar, o medo, a pessoa
pálida”, comenta Álvaro de Moya, que foi parceiro de trabalho de
Cortez na década de 1950.
Já Nico Rosso, além
de desenhar muitas capas, participou também da produção das
histórias, que começou a se desenvolver com mais força no início
da década de 1960. Outros estrangeiros que moravam no Brasil e
atuaram nesse período foram os argentinos Osvaldo Talo e Rodolfo Zalla, além do ítalo-argentino Eugenio Colonnese. “Eu via as
histórias nacionais que o pessoal fazia, conhecia as histórias
americanas, então vi ali uma possibilidade interes- sante de
desenhar, porque nas histórias de terror você tem um leque muito
grande de ambientes para tratar”, conta Zalla, hoje com 81 anos.

Um impulso para que
passassem a ser produzidas no Brasil HQs de terror, e não apenas
capas de revistas, foi a censura nos EUA. A partir dos argumentos
do psicanalista Fredric Wertham, que enumerou os supostos malefícios
da leitura dos quadrinhos para crianças e adolescentes no livro
Seduction of the Innocent, de 1954, o governo norte-americano começou
a pressionar as grandes editoras, que instituíram um código que
acabou marginalizou as histórias de terror: o Comics Code Authority.
Dividido em três partes, o código estipulava regras como: “Em
toda e qualquer situação, o bem deve triunfar sobre o mal e os
criminosos devem ser punidos por seus delitos”. As revistas que
passavam ilesas por essa avaliação vinham com o selinho “Approved
by Comics Code Authority”. Várias publicações que eram
consideradas “más influências” saíram do mercado, e o terror
foi um dos gêneros que mais sofreu com isso.
"Baseado no que ouvia desde crança, de que marido ou namorado traído era 'corno' ou 'chifrudo', inspirou-me o roteiro de 'Satanásia', a Mulher do Diabo. Está claro que é sobre Satanásia e seu adultério, em que ela seduz um guapo contenado ao inferno. O diabo descobre e desencadeia sua ira e vingança"
Júlio Shimamoto
As primeiras hQs de
terror feitas no Brasil depois disso foram de Gedeone Malagola
(“Concerto para horror”, de 1953) e do desenhista Júlio Shimamoto, em 1957. “Baseado no que ouvia desde criança, de que marido ou
namorado traído era ‘corno’ ou ‘chifrudo’, inspirou-me o
roteiro de ‘Satanásia, a Mulher do Diabo’. Está claro que é
sobre Satanásia e seu adultério, em que ela seduz um guapo condenado ao inferno. O diabo descobre e desencadeia sua ira e
vingança”, detalha o desenhista, que vive em Jacarepaguá, no Rio
de Janeiro, e tem 72 anos.
Nessa época, mais
especificamente em 1961, também surgia no Brasil a editora
Continental, que mais tarde passou a se chamar Outubro e depois
Taika. Formada por um grupo de cerca de cinquenta profissionais,
incluindo os já citados Rosso, Shimamoto, Malagola e também
Mauricio de Sousa, a editora tinha como objetivo publicar apenas
material nacional.
Apenas dois anos
depois, no entanto, um código bem similar ao Comics Code Authority
norte-ame- ricano seria instituído, representando um baque na
produção nacional de terror e outros gêneros mais "lado B",
como o erotismo. Desenvolvido pelo governo junto com os
representantes das grandes editoras, ficou conhecido como Código de
Ética, e entre suas imposições estavam as clássicas “nada de
sexo, violência ou cultura importada”. Para o desenhista Júlio
Shimamoto, “era incontestável que esse ato tinha por objetivo
marginalizar e coibir a expansão das pequenas editoras, que estavam
crescendo de forma vertiginosa”.
A cultura importada
citada no Código de Ética é um maneirismo muito comum nos
primeiros quadrinhos de terror nacionais. Com suas histórias
passadas em castelos e lugares frios e seus personagens com nomes
gringos, as hQs de terror brasileiras davam pano para manga para que
os inimigos do gênero as criticassem por um viés nacionalista. Para
Álvaro de Moya, porém, essa crítica era injusta. "Embora eles
estivessem fazendo coisa estrangeira, já era ao estilo brasileiro.
É como o Carlos zéfiro, que usava o nome estrangeiro nos
‘catecismos’ dele, mas o estilo, os desenhos, o machismo, o
comportamento psicológico sexual já era uma coisa tipicamente
brasileira. Quando eles começaram a fazer terror, embora usassem o
nome, a roupa e o castelo estrangeiro, já era o quadrinho
brasileiro, porque tinha o tom brasileiro", explica o
pesquisador.
Apesar de levantar
temores, o Código de Ética não teve tanto impacto sobre as vendas.
Segundo Zalla, as revistas mais bem-sucedidas chegavam aos 30 mil
exemplares mensais – e o gênero continuou se desenvolvendo e
ganhando influências ao longo da década. O tom mais brasileiro que
faltava de início veio com os roteiros de Maria Aparecida Godoy.
“Comecei a escrever roteiros entre 1965 e 1966. Era muito difícil
se divertir naquela época. Eu morava no interior, em Guaratinguetá,
cidade extremamente tradicionalista, e entre 1966 e 1968 havia uma
revolução no mundo, a proposta dos hippies, na França os
estudantes estavam fazendo uma revolução social. E eu lá em
Guaratinguetá pensando: ‘O que eu vou fazer? Quero fazer alguma
coisa!’ Uma vez um professor de português deu a oportunidade de os
estudantes fazerem uma pesquisa sobre a cultura brasileira, sobre as
crendices populares, e então andei por Guaratinguetá, por Cunha,
Pindamonhangaba, onde existia roça. O que eu colhi de histórias, de
crendices e contos do povo... Aquela região era muito rica, porque
foi uma região cafeeira, havia muita fazenda ao redor, um grupo de
escravos que veio da África, e a forma como os negros passam a
cultura adiante é uma forma oral. Depois disso, um dia li um
quadrinho de terror, acho que de Rodolfo zalla, e pensei que tudo
isso de contos e crendices tinha a ver. Aí escrevi a primeira
história, ‘Cabeça Satânica’, mandei para a editora e
passou", conta a roteirista, hoje com 67 anos, enquanto mostra
as revistas que guarda da época, em seu apartamento no bairro da
Bela Vista, em São Paulo.
"É como o Carlos Zéfiro, que usava o nome estrangeiro nos 'catecismos' dele, mas o estilo, os desenhos, o machismo, o comportamento psicológico sexual já era uma coisa tipicamente brasileira. Quando eles começaram a fazer terror, embora usassem o nome, a roupa e o castelo estrangeiro, já era quadrinho brasileiro, porque tinha o tom brasileiro"
Álvaro de Moya
“O trabalho dela era
bem diferente porque era o folclore da serra e, além do mais, ela
tinha muita criatividade, muita gente gostava”, elogia zalla.
Maria Aparecida é não só uma das pioneiras do terror à brasileira
como uma das poucas mulheres envolvidas no gênero nessa fase. Além
dela havia helena Fonseca, também roteirista, muito prolífica na
década de 1960 e que depois se afastou dos quadrinhos.
José Mojica Marins
também teve papel importante no desenvolvimento do terror com
influências brasileiras. Ao lado de Rubens Lucchetti, Mojica levou
seu Zé do Caixão aos quadrinhos na década de 1960 com a revista O
Estranho Mundo de Zé do Caixão, com histórias desenhadas por Nico
Rosso. Nas páginas da publicação saiu inclusive uma fotonovela
mostrando cenas censuradas do episódio “A Ideologia”, do filme
homônimo à revista. “O que você ficou impossibilitado de ver no
cinema, por ter sido cortado pela censura, você vê nessa
novelização completa de ‘A Ideologia’”, anunciava a hQ. Nas
palavras de Rubens Luccheti, em entrevista para o livro No Reino do
Terror, as histórias da revista, ao mostrar “o painel grotesco de
nosso dia-a-dia, revelaram que o estranho mundo de Zé do Caixão é
o Brasil”.
O terror nas HQs também
se misturou ao univer- so dos mangás perto do fim da década de
1960. A editora Edrel marcou essa fase com revistas como Terror
Especial e Estórias Avançadas, que reuniam quadrinhos de terror
influenciados pela produção oriental. “Como a editora era formada
por nisseis, eles apresentavam em suas histórias personagens e
temáticas totalmente diferentes, ressaltando o intimismo, a
violência e a filosofia de prosperidade japonesa”, comenta o
jornalista Franco de Rosa.
Minami Keizi
(1945-2009), diretor-geral da Edrel até 1972, comentou o estilo da
editora em uma entrevista de 2006. “Vim para São Paulo para ser
desenhista de HQ. Porém o meu estilo era mangá puro, pois as minhas
referências eram essas. No interior, em Lins, eu morava numa colônia
de japoneses. Quando aqui cheguei, logo depois da ‘revolução’
de 64, os meus desenhos foram reprovados. Mas eu achava que o estilo
mangá ia pegar no Brasil. Quando tive oportunidade de ser editor,
as mi- nhas equipes eram exclusivas e faziam quadrinhos diferentes”,
contou Keizi. “A gente fugiu do padrão norte-americano. [Paulo]
Fukue criou os neoquadrinhos, uma espécie de expressionismo alemão
ou neorrealismo italiano. [Fernando] Ikoma, com a sua ‘Espiã de
Vênus’, ou Fikom, desbancava Barbarella. [Cláudio] Seto, com
‘Samurai’, mostrou ao Brasil o mangá precursor do Lobo
Solitário.”
A Edrel produziu na
época muitos quadrinhos de terror misturados com ficção
científica, e foi na editora que o desenhista Fernando Ikoma
publicou sua heroína de terror: Satã, a Alma Penada, mulher que
teria cometido muitos pecados em vida e que, após a morte,
frequentava o mundo dos vivos com o objetivo de cumprir as cem
missões impostas a ela para poder libertar sua alma.
Tratava-se de uma
personagem bastante original em tempos em que os desenhistas
brasileiros se concentravam quase exclusivamente nas vampiras.
Colonnese foi o pioneiro, em 1966, com Mirza, a Mulher Vampiro. “Ela
era uma vampira diferente porque o Meri (Luís Meri Quevedo,
roteirista das histórias) colocou como ele quis. Não respeitou o
fato de os vampiros viverem à noite, a lua cheia... Colocou a
Mirza na praia, em Ipanema. Era uma maneira insólita. Deu certo, o
público gostou”, comenta Rodolfo zalla. “Ela é a única vampira
que gosta de praia porque eu gosto de praia”, decretou um en-
tusiasmado e debochado Colonnese (1929-2008) em uma entrevista
concedida em 2006 na escola de desenho onde lecionava, em Utinga, na
cidade de Santo André. “Mirza foi anterior à Vampirella. Em uma
das capas da [revista] Vampiro apareceu uma mulher nua, com fundo
vermelho, ajoelhada. Essa capa teve um impacto, e a revista começou
a vender”, detalha Zalla.
Outra vampira bem
famosa na época foi Naiara, a Filha de Drácula. Criada por René
Barreto de Figueiredo e desenhada por Nico Rosso, Naiara nunca
coloca seus dentes no pescoço de uma presa: está sempre munida de
navalha e de uma taça, na qual bebe o sangue das vítimas como se
fosse um drink. As histórias de Naiara foram publicadas entre 1968 e
1970, e hoje o cineasta Ivan Cardoso detém os direitos de
adaptação da vampira para o cinema.
"O gênero terror era publicado desde a década de 50. O terror das décadas de 50 e 60 atingiu as massas e era muito bom. Já na década de 70 houve a seleção, e em 80 a saturação"
Minami Keizi
Após o boom da década
de 1960, na metade dos anos 1970 grande parte das publicações de
terror nacional saiu de circulação, e as editoras fecharam as
portas ou passaram a publicar outros tipos de histórias. O gênero
ganhou um segundo fôlego no fim da década, com mais influências de
ficção científica e de um terror ligado aos acontecimentos da
época. “Teve um renascimento, mas, claro, as editoras paulistas
praticamente pararam. A quantidade de revistas era menor, a venda
também era menor. Foi decaindo no sentido geral, não somente
terror”, diz Zalla. “O gênero terror era publicado desde a década de 50. O terror das décadas 50 e 60 atingiu as massas, e era
muito bom. Já na década de 70 houve a seleção, em 80 a saturação.
O mal dos editores nacionais é que todo mundo vai na onda. Se mangá está vendendo, todos lançam mangá e diluem o mercado”,
resumiu Keizi.
Muitos desenhistas da
“fase de ouro” abandonaram o gênero e os próprios quadrinhos,
em vários casos partindo para áreas como ilustração e
publicidade. Zalla ainda voltaria com uma editora em 1980, a D-Arte, atuando até o fim daquela década, em meio a diversos altos e
baixos. Já Maria Aparecida Godoy foi trabalhar com ilustrações
institucionais e hoje é aposentada. Outros desenhistas – como
Jayme Cortez, Nico Rosso, Colonnese e Minami Keizi – já morreram,
e seus trabalhos infelizmente circulam pouco, apenas algumas
bibliotecas públicas têm uma coisa ou outra de quadrinho de terror
nacional.
Uma forma de conhecer
essas obras é por meio de relançamentos, documentários ou livros
sobre o assunto. Mirza, por exemplo, ganhou edição es- pecial,
enquanto parte da obra de Shimamoto foi reunida no livro Volúpia, e
a do roteirista Lucchetti em No Reino do Terror. A história da La
Selva está no livro La Selva – Pequena História de uma Editora
Popular, de Reinaldo de Oliveira. Já o trabalho de Minami Keizi e da
Edrel – que além de terror publicava quadrinhos eróticos –
aparece no livro Maria Erótica e o Clamor do Sexo, de Gonçalo
Júnior (autor de A Guerra dos Gibis, livro bastante completo sobre
os quadrinhos brasileiros), e no curta-metragem Minami em Close-Up –
A Boca em Revista, de Thiago Mendonça, que junto com Rafael Terpins
está produzindo um curta-metragem de animação sobre os
personagens da Edrel.
O mestre das sombras e
do traço em preto e branco Júlio Shimamoto, após um longo
período na publicidade, segue na ativa – embora obviamente não
trabalhe tanto como em outros tempos, quando produzia seis páginas
por dia. Em 2011, foi lançado um curta-metragem de animação baseado em uma obra do desenhista e do roteirista Antônio Rodrigues, O
Ogro, com direção de Márcio Junior e Marcia Deretti. Sobre o
mercado de terror nos dias atuais, com hollywood investindo em remakes de tramas japonesas, Shima acredita que o Brasil deveria
“aproveitar o gancho” e produzir mais. “Yo no creo en brujas,
pero que las hay, las hay!”, brinca o desenhista.
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Esta reportagem é parte de uma pesquisa feita entre 2005 e 2011 para uma antologia e um documentário que estão sendo produzidos, respectivamente, por Adriana Terra e pelo pesquisador Remier Lion